CNU 3: Esther Dweck prevê até 3 mil vagas em nova edição em 2027
Ministra projetou provas no segundo semestre de 2027 e condicionou realização do concurso à disponibilidade orçamentária
A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos,
Esther Dweck, projetou uma oferta entre 2 mil e 3 mil vagas, com previsão de
aplicação das provas no segundo semestre do próximo ano.
A estimativa foi apresentada em entrevista ao jornal O
Globo, publicada em 30 de outubro.
Na ocasião, a ministra explicou que a realização do CNU 3
dependerá da disponibilidade de recursos no Orçamento de 2027, cuja proposta
está em tramitação no Congresso Nacional.
Além da previsão de vagas, o Governo Federal estuda ampliar
o alcance do modelo de seleção unificada, com a possibilidade de participação
de estados e municípios. As tratativas envolvem o Conselho Nacional de
Secretários de Estado da Administração (Consad).
Até o momento, não foram divulgados os órgãos federais que
poderão participar da terceira edição, nem os cargos, as especialidades ou a
banca organizadora.
CNU 2027: previsão de até 3 mil vagas depende do
orçamento
A realização de uma nova edição do Concurso Nacional
Unificado está condicionada à definição dos recursos disponíveis para despesas
com pessoal e novas contratações no exercício de 2027.
Na entrevista, Esther Dweck afirmou que o Governo Federal
trabalha com a possibilidade de promover a seleção no próximo ano, mas
ressaltou que a decisão dependerá do espaço orçamentário aprovado pelo
Congresso Nacional.
"Queremos fazer ano que vem. Tudo depende de como o
Orçamento vai terminar, se vamos conseguir manter (no Congresso) o espaço de
concurso. Com o volume que está lá, eu consigo autorizar no início do ano
alguns concursos já aprovados e dá para ter um valor suficiente para fazer o
CNU, com 2 mil vagas, 3 mil vagas", afirmou a ministra.
A declaração indica que o planejamento de uma terceira
edição considera tanto os recursos destinados aos concursos quanto a
possibilidade de autorizar outras seleções já aprovadas. A disponibilidade
financeira será determinante para definir se haverá condições de realizar o CNU
nos moldes projetados.
Provas do CNU 3 podem ocorrer no segundo semestre de 2027
Outro ponto apresentado por Esther Dweck diz respeito ao
período pretendido para a aplicação das provas. A ministra mencionou o segundo
semestre de 2027 como referência para a realização do concurso.
A escolha do período está relacionada ao planejamento do
Governo Federal para as seleções unificadas, considerando o calendário dos
mandatos presidenciais e os anos eleitorais.
"O ideal é que o CNU seja no primeiro e no terceiro ano
de governo, para não ser no ano de eleição. (A ideia é que seja) para o segundo
semestre (de 2027)", declarou Dweck.
Assim, a previsão considera uma possível terceira edição no
terceiro ano do atual mandato presidencial. A definição do cronograma,
entretanto, ainda depende das condições orçamentárias e das decisões
administrativas necessárias à organização do certame.
Governo Federal estuda participação de estados e
municípios no CNU 3
A ampliação do modelo de seleção unificada também está em
discussão para a próxima edição. O Ministério da Gestão e da Inovação em
Serviços Públicos avalia a possibilidade de permitir que governos estaduais e
prefeituras participem do CNU.
A proposta é compartilhar o formato de seleção com outras
esferas da administração pública, permitindo reunir oportunidades de diferentes
governos em um mesmo processo seletivo.
Esther Dweck afirmou que as tratativas estão em andamento
com o Consad, entidade que reúne secretários estaduais de Administração.
"Estamos tentando ver se os estados e municípios entram
no CNU. Se compartilharmos com os estados, já viabiliza facilmente fazer ano
que vem. Estamos estudando isso com o Consad (Conselho Nacional de Secretários
de Estado da Administração)", disse a ministra.
A eventual adesão poderá influenciar a composição da
terceira edição. Contudo, ainda não há confirmação de quais estados ou
municípios poderiam participar, nem de quais cargos seriam disponibilizados por
essas administrações.
CNU 2024: primeira edição teve 6.640 vagas
A primeira edição do Concurso Nacional Unificado teve edital
publicado em 2024, com 6.640 vagas imediatas para cargos de níveis médio e
superior.
A seleção reuniu 21 órgãos e entidades do Poder Executivo
Federal e teve organização da Fundação Cesgranrio.
O modelo permitiu que os candidatos concorressem a
diferentes oportunidades dentro das condições estabelecidas no edital,
utilizando uma única taxa de inscrição.
CNU 2025: segunda edição reuniu 32 órgãos
A segunda edição teve edital publicado em 2025 e foi
organizada pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Foram ofertadas 3.652 vagas,
sendo 2.480 para provimento imediato e 1.172 destinadas à formação de cadastro
reserva.
As oportunidades contemplaram cargos de níveis médio,
técnico e superior, com remunerações iniciais de até R$ 18,7 mil.
O concurso registrou 761.528 inscritos e reuniu 32 órgãos
participantes. A distribuição das oportunidades também contemplou diferentes
regiões do país.
Do total de vagas, 145 foram destinadas à região Norte, 173
ao Nordeste, 820 ao Sudeste, 58 ao Sul e 1.012 ao Centro-Oeste. Outras 1.444
vagas permitiram lotação em diferentes cidades, conforme as necessidades dos
respectivos órgãos participantes.
PLOA 2027 prevê mais de 53 mil vagas em concursos
federais
O cenário orçamentário também integra as discussões sobre a
possibilidade de realização do CNU 3. Em 31 de agosto, o Governo Federal
apresentou o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, atualmente em
tramitação no Congresso Nacional.
A proposta prevê o preenchimento de 53.530 vagas em
concursos e contratações no âmbito federal. Desse total, 4.704 correspondem à
criação de cargos, enquanto 48.826 estão relacionadas a provimentos, ou seja, à
nomeação de candidatos aprovados em concursos públicos.
A previsão contempla os Poderes Executivo, Legislativo e
Judiciário, além do Ministério Público da União (MPU) e da Defensoria Pública
da União (DPU).
O Poder Executivo concentra a maior parcela, com 47.609
vagas previstas. Desse quantitativo, 44.864 são destinadas a provimentos e
2.745 à criação de cargos.
Em nota, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços
Públicos informou que a proposta orçamentária reserva R$ 1,3 bilhão em despesas
primárias para concursos e novas contratações no Poder Executivo Federal.
Outros R$ 1,2 bilhão estão previstos para concursos e contratações das
instituições federais de ensino.
Esses recursos abrangem diferentes necessidades da
administração pública, incluindo vagas de concursos já autorizados, provimentos
adicionais, seleções em andamento e autorizações que ainda estão em análise
pelo MGI.
No âmbito do Executivo Federal, a estimativa considera a
possibilidade de provimento de até 32 mil vagas civis. Desse total, 19,4 mil
estão relacionadas à área da Educação.
Ao justificar a necessidade de novas contratações, o
Ministério da Gestão destacou a perspectiva de aposentadorias no serviço
público federal nos próximos anos.
"Os novos provimentos são fundamentais diante da
projeção de que mais de 70 mil servidores e servidoras estarão em idade de
aposentadoria até 2030", afirmou a pasta.
Apesar do volume previsto no projeto orçamentário, as 53.530
vagas não correspondem à oferta de um único concurso nem representam a
quantidade de oportunidades destinadas ao CNU 3. O quantitativo abrange
diferentes Poderes, órgãos e modalidades de contratação.
Dessa forma, a previsão de 2 mil a 3 mil vagas para o
próximo Concurso Nacional Unificado deve ser considerada separadamente do total
previsto no PLOA. A realização da terceira edição, assim como sua composição e
seu cronograma, permanece condicionada às definições orçamentárias e
administrativas do Governo Federal.
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