Concursos federais: ministra Esther Dweck confirma novas autorizações e prevê quase 7 mil nomeações em 2026
Em entrevista ao Bom Dia, Ministra, titular do MGI detalha cronograma do CNU, convocações de excedentes e estratégia do governo para recomposição do serviço público
A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos,
Esther Dweck, afirmou nesta quinta-feira (2) que o governo federal deve
autorizar novos concursos federais ao longo de 2026, ainda que de forma
limitada e direcionada. A declaração foi feita durante entrevista ao programa
“Bom Dia, Ministra”, do Canal Gov.
Segundo a ministra, a previsão é de que os editais sejam
autorizados de maneira pontual, priorizando áreas específicas. “A gente deve
ter alguns concursos autorizados este ano, mas poucos”, declarou.
Dweck informou ainda que, na próxima semana, será realizada
uma reunião com a Presidência da República e a Casa Civil para definição das
áreas e quantitativos de vagas.
“Semana que vem, faremos um balanço e vou levar à Casa Civil
e à Presidência para bater o martelo e aí anunciar novas autorizações de
concursos e também a chamada de excedentes”, afirmou.
Governo prioriza convocação de aprovados e cadastro de
reserva
Apesar da possibilidade de novos editais, o foco do governo
federal em 2026 será a convocação de candidatos aprovados em concursos já
realizados.
A estratégia inclui tanto o preenchimento de vagas imediatas
quanto a utilização de cadastros de reserva.
A ministra confirmou que haverá autorização para chamadas de
excedentes nas duas primeiras edições do Concurso Nacional Unificado (CNU),
além de outros certames válidos.
Entre as áreas contempladas, estão a Polícia Federal — com
previsão de cerca de 1,5 mil convocações —, agências reguladoras, setor de
saúde, com destaque para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e área ambiental.
As convocações devem ocorrer ao longo do primeiro e do
segundo semestre de 2026.
Nomeações do CNU começam em maio
Em relação ao cronograma do Concurso Nacional Unificado,
Dweck informou que as nomeações da segunda edição terão início em maio,
especialmente para cargos que não exigem curso de formação.
Além disso, a ministra destacou que a expectativa do governo
é que quase 7 mil novos servidores ingressem no serviço público federal ao
longo de 2026, considerando as convocações já previstas.
Convocações são permitidas em ano eleitoral
Durante a entrevista, a ministra também esclareceu regras
relacionadas ao calendário eleitoral. Segundo ela, a legislação permite a
convocação e nomeação de candidatos aprovados em concursos homologados até três
meses antes do primeiro turno das eleições.
Por outro lado, a homologação de novos concursos fica
proibida dentro desse prazo. Dessa forma, o governo poderá realizar convocações
normalmente ao longo do ano, desde que respeitados os limites legais.
Reposição de servidores pressiona planejamento do governo
A ministra destacou ainda que a recomposição do quadro de
servidores públicos é uma necessidade estratégica para a administração federal.
De acordo com projeções do Ministério da Gestão e da Inovação, cerca de 70 mil
servidores devem se aposentar entre 2026 e 2030.
Esse cenário aumenta a pressão por convocações contínuas e
planejamento de novos concursos, com o objetivo de garantir a manutenção e a
qualidade dos serviços públicos prestados à população.
