CNU 2025: Anúncio em Abril e Provas entre Setembro e Outubro
O Concurso Nacional Unificado (CNU), conhecido como o "Enem dos Concursos", terá sua segunda edição realizada entre setembro e outubro de 2025, conforme anunciou a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, em entrevista ao portal Metrópoles.
O processo seletivo, que unifica vagas em diversos órgãos
federais, seguirá um cronograma rigoroso, com a seleção da banca organizadora
ocorrendo em abril de 2025 por meio do Termo de Referência de
Chamamento Público (TR).
A ministra enfatizou que a definição do número de vagas e a
confirmação do cronograma dependem da sanção da Lei Orçamentária Anual
(LOA) de 2025, pois é necessário assegurar os recursos financeiros antes de
oficializar os detalhes do concurso. "A gente está trabalhando muito
já no cronograma, nas vagas que vão entrar. Eu vou apresentar ao presidente,
então não posso anunciar antes de ele bater o martelo", afirmou Dweck.
A expectativa é que o anúncio formal ocorra na primeira
quinzena de abril, após alinhamento com a Casa Civil e o Presidente
da República.
Cronograma detalhado do CNU 2025
O CNU 2025 seguirá as seguintes etapas:
- Abril
de 2025: Publicação do Termo de Referência para seleção da banca
organizadora. A Fundação Cesgranrio, responsável pela
primeira edição, é uma das possíveis candidatas, mas a decisão será tomada
por meio de processo licitatório.
- Primeiro
semestre de 2025: Divulgação do edital único, que deverá
abranger todos os blocos temáticos, diferentemente da edição anterior, que
teve oito editais separados.
- Setembro/Outubro
de 2025: Aplicação das provas em 228 cidades, seguindo o
modelo de abrangência nacional que marcou a primeira edição.
- 2026:
Nomeação dos aprovados, com posse prevista ainda no primeiro semestre.
A ministra destacou que, devido ao calendário eleitoral, não
haverá uma terceira edição do CNU em 2026, tornando o certame de 2025 ainda
mais estratégico para os candidatos.
Vagas e carreiras ofertadas
O CNU 2025 deverá ofertar aproximadamente 3 mil vagas,
um número menor que as 6 mil disponíveis na primeira edição.
A redução se deve ao fato de que, em 2023, o governo federal
conseguiu autorização para realizar concursos após anos de restrições, conforme
explicou Dweck: "Não devem ser 6 mil vagas. Mas é um número que
permite fazer um concurso dessa envergadura. Vocês vão lembrar que em 2023
estávamos há anos sem autorizar concurso e a gente conseguiu um recurso
importante na PEC da transição [para realização de concursos]".
Entre as carreiras confirmadas, destacam-se:
- Área
Administrativa: Com forte déficit de servidores, será uma das
prioridades.
- Carreiras
transversais:
- Analista
Técnico de Desenvolvimento Socioeconômico (ATDS) – Remuneração
inicial de R$ 9,7 mil.
- Analista
Técnico de Justiça e Defesa (ATJD) – Remuneração inicial
de R$ 9,7 mil.
Ambos os cargos exigem nível superior e foram criados por meio da Medida Provisória 1.286/2024.
Taxas de inscrição e alcance nacional
Os valores das inscrições devem ser mantidos nos mesmos
patamares da primeira edição:
- R$
60 para cargos de nível médio.
- R$
90 para cargos de nível superior.
A ministra ressaltou que a acessibilidade das taxas foi um
dos fatores que contribuíram para o sucesso do primeiro CNU: "A gente
achou que foi um valor justo, que atraiu muita gente. (…) A gente acha que
conseguir fazer uma taxa de inscrição abaixo da média entre os concursos foi um
fator importante".
O modelo de aplicação das provas em múltiplas cidades será
mantido, com expectativa de repetir o alcance de 5.555 municípios com
inscritos, conforme registrado em 2024.
Blocos temáticos e estrutura do concurso
O CNU 2025 manterá a divisão por blocos temáticos, mas
com possíveis ajustes para melhorar a organização. "Achamos essa
iniciativa [dos blocos] muito boa. Talvez a gente quebre um pouquinho mais
alguns blocos. Mas a princípio a ideia dos blocos será mantida. As pessoas
também poderão definir as prioridades [dos cargos]", explicou Dweck.
Outra novidade é a consolidação em um único edital,
simplificando o processo para os candidatos.
Na primeira edição, foram publicados oito editais separados,
o que gerou certa complexidade.
Melhorias logísticas e prevenção de erros
Para evitar problemas como os ocorridos em 2024 – como erros
de preenchimento e judicialização –, o Ministério da Gestão estuda:
- Aplicação
das provas em dois dias, visando melhorar a logística e reduzir
sobrecarga nos locais de prova.
- Inserção
de código de barras nas folhas-resposta, eliminando possíveis
equívocos humanos na correção.
A ministra reconheceu os desafios logísticos da primeira
edição: "De fato a gente percebeu que um dos turnos na primeira
edição ficou mais apertado. A logística [do CPNU 2024] foi a coisa mais
difícil. Vocês devem lembrar que no Acre as provas foram aplicadas super cedo.
No ponto de vista da logística estamos estudando um cenário com dois dias,
sim".
Custos e impacto orçamentário
O custo total do CNU 2025 será diretamente influenciado pelo
número de inscritos, conforme explicou Dweck: "O custo [de realização
do CNU] é basicamente por inscrito. Qual o grande custo? A impressão de provas,
pagamento dos fiscais de provas, a logística de levar as provas. O quantitativo
de inscritos, portanto, afeta esse custo".
Expectativas e próximos passos
Com o anúncio oficial previsto para abril de 2025, os
candidatos devem ficar atentos aos canais oficiais do Ministério da Gestão
e Inovação em Serviços Públicos (MGI). A segunda edição do CNU promete trazer
melhorias significativas em relação à primeira, mantendo o mesmo padrão
de transparência, acessibilidade e abrangência nacional.
➡️ Compartilhe essa notícia no WhatsApp
➡️ Compartilhe essa notícia no Telegram